Inaugurado
em 1924, sob a direção da Irmandade da Santa Casa
de Misericórdia de São Paulo, o sanatório
é a concretização do sonho, luta e vitória
de Vicentina de Queiroz Aranha.
Com
ele trabalhou Paulo Setúbal, casado com Francisca, sua
filha. Devido às características da enfermidade,
era necessário um hospital de isolamento que pudesse
prover todos os cuidados necessários para recuperação
do
.
Diante
de um problema sério e epidêmico, como se apresentava
a tuberculose naquela época, sua idéia prosseguiu e
conseguiu tornar realidade um dos maiores centros para tratamento
de tuberculose da América Latina, reconhecido pelo alto padrão
dos tratamentos oferecidos e por ser o primeiro sanatório de
São José dos Campos. Esposa do senador Olavo Egídio,
ele levou a ideia adiante mesmo após a morte de sua esposa.
paciente,
em uma região perto da cidade de São Paulo.
Por meio de uma doação feita pela Câmara Municipal
de São Paulo, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia
adquiriu uma chácara em São José dos Campos em
março de 1914, escolhida devido ao clima ideal da cidade para
o tratamento da doença, e por oferecer as condições
de infraestrutura necessárias
......
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Com
o projeto creditado a Francisco de Paula Ramos de Azevedo,
um dos arquitetos mais importantes do Brasil, a distribuição
dos ambientes permitia uma inspeção zelosa e imediata
dos pavilhões, que mesmo isolados e independentes, completavam-se
de forma harmônica e eficiente.
A ventilação e insolação nas edificações,
propriedades consideradas terapêuticas, são particularidades
do projeto que conferiram ao sanatório as melhores condições
para o tratamento da doença.
O Vicentina Aranha encerrou suas atividades como sanatório
para o tratamento de doentes com tuberculose na década de
60.
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Os últimos pacientes deixaram as suas instalações em outubro de 1981, juntamente com pacientes geriátricos, quando parte das instalações foi cedida para o antigo INAMPS-
Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência
Social, que funcionou no local até abril de 1990.
Com reformas em alguns setores que começaram nesse mesmo ano,
a partir de então, além de sediar a AAFLAP - Associação
de Apoio do Fissurado Lábio Palatal - manteve atividades médicas
voltadas para o tratamento de doentes crônicos e idosos, além
do Centro de Atividades para a Terceira Idade.
Com uma área
atual de aproximadamente 84.500 m², o Vicentina Aranha foi
tombado pelo
CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico,
Arqueológico,
Artístico e Turístico - em janeiro de 2001, tornando-se
patrimônio do estado. Posteriormente,
em 2004, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia encerrou
as suas atividades.
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Atendendo ao desejo da população de ver o Vicentina
Aranha preservado, em 2006
a Prefeitura de São José dos Campos comprou a propriedade
e o reabriu,
no ano seguinte, como Parque Cultural Vicentina Aranha, tornando-o
novamente
um sinônimo de qualidade de vida.